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Trump volta a ameaçar Irã: 'Vão negociar ou enfrentarão problemas que nunca viram antes'

O presidente americano afirmou que assim que o Irã se reconstruir, "não terão armas nucleares, não terão acesso a elas, nem a menor possibilidade de possuí-las".
Trump volta a ameaçar Irã: 'Vão negociar ou enfrentarão problemas que nunca viram antes'Gettyimages.ru / Tom Williams

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, na segunda-feira (20) no programa de John Fredericks, que espera chegar a um acordo com o Irã, embora tenha alertado que, caso isso não aconteça, a República Islâmica enfrentará problemas "que nunca antes viu".

"Vão negociar, e se não o fizerem, enfrentarão problemas que nunca viram antes, então vão negociar. Esperamos que cheguem a um acordo justo e reconstruam seu país", afirmou o presidente americano.

Ele afirmou que, assim que o Irã se reconstruir, "não terão armas nucleares, não terão acesso a elas, nem a menor possibilidade de possuí-las".

O presidente americano também afirmou que seu país não teve outra opção a não ser atacar a República Islâmica. "Fizemos um ótimo trabalho, e vamos levá-lo a bom termo e todo mundo ficará satisfeito", declarou.

Trump disse que o vice-presidente dos EUA, JD Vance, e sua delegação estavam a caminho de Islamabad, no Paquistão, para uma nova rodada de negociações de paz com o Irã.

O presidente ameaçou que os bombardeios continuariam caso o cessar-fogo com o Irã expirasse nesta terça-feira (21) sem um acordo.

Bloqueio naval ao Irã e fechamento de Ormuz

  • Apesar de neste mês terem sido iniciadas negociações na capital paquistanesa, Islamabad, para pôr fim ao conflito, elas terminaram sem o resultado esperado.
  • Nesse contexto, Donald Trump culpou o fracasso à parte iraniana que, segundo ele, se recusou a "renunciar às suas ambições nucleares". Além disso, o mandatário decidiu bloquear o Estreito de Ormuz.
  • Israel e o Líbano pactuaram um cessar-fogo na quinta-feira (16) em Washington, após mais de seis semanas de confrontos em território libanês.
  • Após o acordo de trégua entre Israel e o Líbano, Teerã reabriu o Estreito de Ormuz na sexta-feira; no entanto, no sábado voltou a restabelecer o controle militar sobre todo o tráfego pela importante via marítima devido a repetidas violações e atos de pirataria por parte dos EUA sob o pretexto do bloqueio naval, segundo denúncia.
  • A Guarda Revolucionária declarou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que Washington levante completamente o bloqueio naval. "Aproximar-se do Estreito de Ormuz será considerado cooperação com o inimigo e a embarcação infratora será atacada", ressaltou.
  • Enquanto isso, Trump enfatizou que Teerã não poderá chantagear Washington com decisões sobre a importante via marítima.