
Países do BRICS devem crescer mais do que a zona do euro, diz FMI

O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou, na terça-feira (14), novas projeções de crescimento econômico para 2026, indicando maior expansão das principais economias emergentes, particularmente do BRICS, em comparação aos países desenvolvidos.
Em tabela publicada nesta segunda-feira (20), nas redes sociais, a entidade apresentou números que destacam as economias do BRICS, que devem crescer índices acima dos países da zona do euro.
Segundo os dados, as economias emergentes devem avançar 4,4% em 2026, mais que o dobro do crescimento projetado para as economias avançadas, estimado em 1,8%.
Crescimento individual
Entre os países analisados, a Índia lidera com previsão de crescimento de 6,5%, seguida pela China, com 4,4%, e pela Arábia Saudita, com 3,1%. O Brasil aparece com expansão projetada de 1,9%, também acima da média da zona do euro, estimada em 1,1%.
Outros membros do BRICS, como Rússia e África do Sul, devem registrar crescimento de 1,1%, exatamente no mesmo patamar da zona do euro, segundo o FMI.

Revisão dos indicadores
O desempenho brasileiro ganhou revisão recente. Na divulgação dos dados, o FMI elevou a projeção do país de 1,6% para 1,9%, sinalizando uma expectativa mais positiva para a atividade econômica ao longo do ano.
Também houve uma revisão dos dados em relação à Rússia. Em relação às previsões de janeiro, o órgão elevou a expectativa em 0,3%. O governo russo, por sua vez, trabalha com projeção mais otimista, de 1,3%.
As revisões ocorreram em um período de pressão sobre o mercado global de energia após a eclosão do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã. A escalada militar comprometeu o tráfego de petroleiros no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo e gás.
Como resultado, países grandes produtores e exportadores de energia, como o Brasil e a Rússia, tendem a ver o fortalecimento das economias com menor pressão direta dos conflitos e aumento da demanda por commodities.
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