O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou, nesta segunda-feira (20), que, para manter um "diálogo construtivo", é necessário cumprir os compromissos, referindo-se às relações com os EUA.
"Sinais contraditórios e pouco construtivos dos funcionários americanos transmitem uma mensagem amarga: buscam a rendição do Irã", escreveu o mandatário no X.
Além disso, ele destacou que, no país persa, persiste uma "profunda desconfiança histórica" em relação ao governo dos Estados Unidos.
Bloqueio naval ao Irã e fechamento de Ormuz
- Apesar de neste mês terem sido iniciadas negociações na capital paquistanesa, Islamabad, para pôr fim ao conflito, elas terminaram sem o resultado esperado.
- Nesse contexto, Donald Trump culpou o fracasso à parte iraniana que, segundo ele, se recusou a "renunciar às suas ambições nucleares". Além disso, o mandatário decidiu bloquear o Estreito de Ormuz.
- Israel e o Líbano pactuaram um cessar-fogo na quinta-feira (16) em Washington D.C., após mais de seis semanas de confrontos em território libanês.
- Após o acordo de trégua entre Israel e o Líbano, Teerã reabriu o Estreito de Ormuz na sexta-feira; no entanto, no sábado voltou a restabelecer o controle militar sobre todo o tráfego pela importante via marítima devido a repetidas violações e atos de pirataria por parte dos EUA sob o pretexto do bloqueio naval, segundo denúncia.
- O Corpo da Guarda Revolucionária declarou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que Washington levante completamente o bloqueio naval. "Aproximar-se do Estreito de Ormuz será considerado cooperação com o inimigo e a embarcação infratora será atacada", ressaltou.
- Enquanto isso, Trump enfatizou que Teerã não poderá chantagear Washington com decisões sobre a importante via marítima.