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Lukashenko aos EUA: 'Que direitos humanos? Vocês bombardearam uma escola!'

Em entrevista à RT, o presidente bielorrusso lembrou o bombardeio contra uma escola primária no Irã, ocorrido durante a recente agressão conjunta dos EUA e de Israel contra a república islâmica, que deixou pelo menos 165 mortos, a maioria crianças.
Lukashenko aos EUA: 'Que direitos humanos? Vocês bombardearam uma escola!'Gettyimages.ru

O presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, questionou a autoridade moral do Ocidente ao falar de direitos humanos.

Lukashenko destacou –, em entrevista a RT –, que o direito humano mais básico, que é o direito à vida, não era respeitado pelas potências ocidentais, e mencionou o morticínio de crianças em uma escola do Irã, no primeiro dia de bombardeios dos EUA e Israel contra a república islâmica, matando pelo menos 165 pessoas, quase todas elas crianças.

"Que direitos humanos?", indagou Lukashenko. "Vocês bombardearam uma escola! Em um país independente e soberano a dezenas de milhares de quilômetros de distância — um país que não representa nenhuma ameaça para vocês. Bombardearam uma escola onde crianças e professores morreram. Quase 200 pessoas", disse ele ao jornalista americano Rick Sanchez.

"De que direitos humanos vocês estão falando? Se defendem os direitos humanos, então deixem as pessoas exercerem seu direito mais básico: o direito à vida. As pessoas queriam viver, especialmente as crianças. Vocês as destruíram", declarou ele.

"Os EUA não têm democracia e não respeitam os direitos humanos"

O presidente bielorrusso afirmou que discursos em defesa dos "direitos humanos" e da "democracia" vindos de Washington não passam de "retórica vazia".

"Vocês [EUA] não são democráticos. Não há democracia, não há direitos humanos", enfatizou Lukashenko.

Ele ressaltou que os EUA têm apenas "interesses", como o controle sobre petróleo e gás, e os perseguem "por todos os meios necessários, inclusive por meios militares".

"Eles estão preparados para bombardear, destruir e arrasar, sem levar em conta os direitos humanos; essa é a base de uma ditadura", concluiu.

Enormes danos no Irã

Do início das hostilidades em 28 de fevereiro até meados de março, mais de 1.300 civis morreram no Irã. O número final de mortos ainda não foi divulgado.

Os bombardeios mataram o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, e vários oficiais militares de alta patente, incluindo o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; o comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani, e o Ministro da Inteligência, Esmail Khatib, também foram atingidos.

Milhares de infraestruturas civis, casas, centros médicos e escolas foram destruídos ou gravemente danificados.

O governo iraniano estimou os danos causados ​​pelos ataques dos EUA e de Israel em cerca de 270 bilhões de dólares, um valor que, segundo as autoridades, ainda não é definitivo.