
Fundador do Telegram afirma que França usa Justiça para restringir liberdade digital

O cofundador do Telegram, Pavel Durov, fez duras críticas ao presidente da França, Emmanuel Macron, afirmando que ele estaria "perdendo legitimidade" ao usar investigações criminais para "reprimir a liberdade de expressão e a privacidade". As declarações foram feitas em meio a investigações da Justiça francesa envolvendo o próprio empresário e a rede social X.

"O Ministério Público francês afirma ser independente, mas isso não é verdade: os promotores são contratados, demitidos e promovidos pelo governo", escreveu nesta segunda-feira (20) em sua conta no Telegram. Ele também acusou a polícia judiciária francesa de fornecer "relatórios enganosos aos juízes de instrução" e de estar sob controle direto da administração de Macron.
Durov ainda citou uma recente decisão do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que teria se recusado a cooperar com a França em uma investigação envolvendo Elon Musk, dono do X, sob o argumento de que o caso teria motivações políticas.
"Estou sendo investigado na França por um caso semelhante: são mais de uma dúzia de acusações, cada uma com pena de até 10 anos de prisão", afirmou o empresário. Ele disse ainda sentir "orgulho de estar ao lado de Elon Musk e de outros que foram alvo da campanha de Macron contra os direitos digitais". "Na França de Macron, ser investigado é a como uma medalha de honra”, concluiu.
