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Elon Musk acusa França de 'ataque político' após polícia invadir escritórios do X em Paris

A ação judicial teve como alvo a sede da plataforma na capital francesa e ampliou as tensões entre autoridades do país e o magnata.
Elon Musk acusa França de 'ataque político' após polícia invadir escritórios do X em ParisGettyimages.ru / Harun Ozalp/Anadolu

O bilionário Elon Musk classificou, em publicação nas redes sociais na terça-feira (3), a busca e apreensão feita por autoridades judiciais francesas nos escritórios do X em Paris como um "ataque político".

A declaração foi acompanhada de comunicado do Departamento de Assuntos Governamentais Globais da empresa, que descreveu a operação como abusiva e politizada.

A ação da Procuradoria de Paris integra, segundo o comunicado, uma "investigação criminal politizada sobre a suposta manipulação de algoritmos e a extração fraudulenta de dados".

A empresa classificou o procedimento como "um ato abusivo de teatro policial para alcançar objetivos políticos ilegítimos", afirmou que as suspeitas são infundadas e negou qualquer irregularidade.

A Procuradoria de Paris fez busca e apreensão nas instalações do X na terça-feira (3), no âmbito da investigação sobre os algoritmos da rede social. 

O inquérito teve início após denúncia apresentada por Eric Bothorel, deputado da Assembleia Nacional, no dia 12 de janeiro de 2025, que apontou preocupação com mudanças recentes no algoritmo do X e com a suposta interferência de Musk na gestão da plataforma.

Mais controvérsias com X

No dia 12 de janeiro, o órgão regulador de segurança online do Reino Unido, Ofcom, abriu investigação contra a plataforma X após denúncias de que a conta do chatbot Grok AI vinha sendo usada para criar e compartilhar imagens de pessoas sem roupa e para divulgar imagens sexualizadas de menores.

A Indonésia e a Malásia bloquearam temporariamente o acesso ao Grok diante de preocupações com a disseminação de conteúdo explícito gerado pela ferramenta de inteligência artificial.

Em 26 de janeiro, a Comissão Europeia iniciou investigação formal contra o X e o Grok para avaliar se a empresa de Musk "avaliou e mitigou adequadamente" os riscos relacionados à divulgação de imagens sexualmente explícitas manipuladas, inclusive conteúdo que pode configurar material de abuso sexual infantil.