Irã afirma ter impedido avanço de frotas inimigas em direção ao Golfo de Omã

Comandante da Marinha iraniana afirmou que navios de guerra dos EUA e de Israel tentaram atravessar o Estreito de Ormuz para entrar no Golfo Pérsico, mas seus movimentos foram detectados e interceptados.

O comandante da Marinha iraniana, Shahram Irani, afirmou nesta sexta-feira (17) que tanto suas forças quanto as da Guarda Revolucionária do Irã (CGRI) conseguiram impedir a entrada de unidades navais americanas e israelenses no Golfo de Omã, que é separado do Golfo Pérsico pelo Estreito de Ormuz, segundo a repostagem da Press TV.

Segundo explicou Irani, até o momento foi negado o acesso a porta-aviões, navios porta-helicópteros e fuzileiros navais. Além disso, o oficial destacou que, após o anúncio de um cessar-fogo, as forças navais dos EUA e de Israel tentaram "avaliar a situação", mas foram interceptadas e obrigadas a retornar à sua posição inicial.

"Eles pretendiam até mesmo atravessar o Estreito de Ormuz e entrar no Golfo Pérsico", acrescentou Irani, que destacou que as marinhas dos Estados Unidos e de Israel empregaram táticas de camuflagem para evitar serem detectadas. No entanto, ele ressaltou que esses movimentos foram identificados e que, por fim, sua tentativa de entrada foi frustrada.

Ato de "banditismo"

Em relação às declarações do presidente Donald Trump sobre um bloqueio naval americano no Estreito de Ormuz, o comandante iraniano considerou que o termo é inadequado e classificou-o, antes, como um ato de "banditismo", comparável à "pirataria".

"Quando o presidente dos EUA disse que havia bloqueado [o estreito de Ormuz], na verdade estava bloqueando seus próprios aliados", afirmou Irani, garantindo que o Irã não foi alvo de tal medida. Nesse contexto, ele indicou que seu país garante a segurança das embarcações que navegam por essa rota estratégica. "Os americanos alertam os navios que cruzam o estreito, mas estes não lhes dão atenção e continuam sua trajetória", acrescentou.

Por fim, Irani esclareceu que o Irã não está "em guerra com o mundo, mas com dois regimes malignos [EUA e Israel]", aos quais é impedida a passagem pelo estreito de Ormuz. "As pessoas devem saber que usar termos como 'bloqueio naval' é um jogo de palavras destinado a gerar preocupação", concluiu.

Irã reabre o Estreito de Ormuz

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchiinformou, nesta sexta-feira (17), que, após o acordo de cessar-fogo entre Israel e o Líbano, o Estreito de Ormuz será aberto para navios comerciais "durante o restante do período de cessar-fogo".

"Em consonância com o cessar-fogo no Líbano, declara-se completamente aberta a passagem de todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz durante o restante do período de cessar-fogo, pela rota coordenada já anunciada pela Organização de Portos e Assuntos Marítimos da República Islâmica do Irã", afirmou.

Por sua vez, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) anunciou exigências para o trânsito pelo estreito, que incluem quatro condições fundamentais: