O Governo libanês afirmou que "não tem conhecimento" de nenhum contato iminente com Israel, segundo declarou uma fonte oficial à FirstPost, depois que o presidente Donald Trump afirmou que os líderes dos dois países conversariam nesta quinta-feira (16).
"Não temos conhecimento de nenhum contato planejado com a parte israelense e não fomos informados de nenhum por meio de canais oficiais", afirmaram à agência.
Negociações e ataques contra o Líbano
- Na terça-feira (14), foram realizadas nos EUA negociações entre Israel e o Líbano para pôr fim às hostilidades. Trata-se das primeiras conversas diretas em décadas entre os dois países, que mantém relações conflituosa desda a fundação de Israel em 1948. Foi também a reunião de mais alto nível realizada entre eles desde 1993.
- Israel lançou fortes ataques no Líbano, que causaram centenas de mortos e feridos em diferentes regiões do país, alegando que suas agressões têm como alvo instalações do Hezbollah.
- No final de março, o ministro da Defesa, Israel Katz, reafirmou o objetivo de criar uma "zona de segurança" dentro do território libanês. Além disso, anunciou que seu país destruirá "todas as casas libanesas nas aldeias próximas à fronteira" e que 600 mil civis deslocados não poderão retornar ao sul do Líbano até que a segurança do norte de Israel seja garantida.
- Enquanto isso, Netanyahu visitou no último domingo (12) seus "heróicos combatentes" destacados no Líbano e garantiu que eles frustraram a "ameaça de invasão" por meio de uma série de operações realizadas na "zona de segurança", detalhando que estão eliminando o perigo e que alcançaram "grandes conquistas", embora ainda haja mais trabalho a ser feito.