O presidente americano, Donald Trump, anunciou na quarta-feira (15) que os governos de Israel e do Líbano se reunirão pela primeira vez em décadas para chegar a um acordo que ponha fim às hostilidades no país árabe.
"Tentando conseguir um pouco de trégua entre Israel e o Líbano. Já faz muito tempo que os dois líderes não conversam, cerca de 34 anos. Isso acontecerá amanhã. Excelente!”, escreveu o presidente dos Estados Unidos em sua conta no Truth Social, sem dar mais detalhes sobre o assunto.
Um acordo iminente?
Mais cedo, na mesma quarta-feira (15), o Financial Times informou que um cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah poderia ser anunciado e entrar em vigor nos próximos dias, o que poria fim a mais de seis semanas de hostilidades no Líbano.
Fontes informaram ao jornal que a trégua poderia ser concretizada esta semana, após o Exército israelense tomar a cidade estratégica de Bint Jbeil, no sul do Líbano, em meio a pressões dos EUA para reduzir as tensões no Oriente Médio.
Negociações e ataques contra o Líbano
- Na terça-feira (14), foram realizadas nos EUA negociações entre Israel e o Líbano para pôr fim às hostilidades. Trata-se das primeiras conversas diretas em décadas entre os dois países, que estão tecnicamente em guerra desde a fundação do Estado de Israel em 1948. Foi também a reunião de mais alto nível realizada entre eles desde 1993.
- Israel lançou fortes ataques no Líbano, que causaram centenas de mortos e feridos em diferentes regiões do país, alegando que suas agressões têm como alvo instalações do Hezbollah.
- No final de março, o ministro da Defesa, Israel Katz, reafirmou o objetivo de criar uma "zona de segurança" dentro do território libanês. Além disso, anunciou que seu país destruirá "todas as casas libanesas nas aldeias próximas à fronteira" e que 600 mil civis deslocados não poderão retornar ao sul do Líbano até que a segurança do norte de Israel seja garantida.
- Enquanto isso, Netanyahu visitou no último domingo (12) seus "heróicos combatentes" destacados no Líbano e garantiu que eles frustraram a "ameaça de invasão" por meio de uma série de operações realizadas na "zona de segurança", detalhando que estão eliminando o perigo e que alcançaram "grandes conquistas", embora ainda haja mais trabalho a ser feito.