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China expressa 'profunda preocupação' com mísseis japoneses próximos ao seu território

Pequim acusa Tóquio de tentar construir uma "fortaleza avançada", revelando uma política "mais ofensiva, expansionista e perigosa".
China expressa 'profunda preocupação' com mísseis japoneses próximos ao seu territórioGettyimages.ru / Zhu Chenxi/China News Service/VCG

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, reagiu com preocupação, nesta quarta-feira (15), ao reforço de destacamentos militares japoneses em regiões próximas das fronteiras chinesas, como na ilha de Okinawa.

"As forças de direita do Japão estão pressionando por uma política de defesa mais ofensiva, expansionista e perigosa, que vai muito além do escopo da autodefesa e da política 'exclusivamente defensiva' do Japão", denunciou.

Pequim argumenta que, "sob o pretexto da chamada defesa e contra-ataque, o Japão tem reforçado o destacamento de uma série de armas e equipamentos ofensivos, incluindo mísseis, em regiões próximas à China".

"Fortaleza avançada"

"Trata-se, essencialmente, de uma tentativa de construir uma fortaleza avançada de confronto militar, que ameaça a paz e a estabilidade regional", destacou o diplomata.

Jiakun ainda afirmou que esses movimentos de Tóquio estão "tornando a autoproclamada imagem do país como um defensor da paz uma mera ironia".

Repetição da história

Ao recordar do passado belicista japonês, o porta-voz lembrou de fatores internos do país que, em sua constituição pós-Segunda Guerra Mundial, levaram Tóquio a abdicar de estratégias militares agressivas.

"Existem muitas vozes contrárias no Japão. A guerra de agressão iniciada pelos militaristas japoneses trouxe catástrofe tanto para o povo japonês quanto para o resto do mundo", acusou. "Buscar a expansão militar só levará à repetição da história."

As tensões entre China e Japão têm se intensificado; em dezembro de 2025, Tóquio aprovou um orçamento recorde para a defesa de olho no ano de 2026: 9 trilhões de ienes (R$ 58 bilhões, na cotação da época).

Em fevereiro de 2026, Rússia e China alertaram para a aceleração militar japonesa, com Pequim acusando o país vizinho de nunca ter rompido com o militarismo.