
Trump afirma que tentou renomear o Estreito de Ormuz para 'Estreito de Trump'

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou nesta quarta-feira (15), em entrevista à Fox Business, que não foi autorizado a passar a chamar o Estreito de Ormuz de "Estreito de Trump".
"Eu perguntei: 'Qual é a melhor forma de chamar [o Estreito de Ormuz, que em inglês pode ser chamado de Strait of Hormuz ou Hormuz Strait]?' Disseram que as duas opções eram boas. O único nome que eu não poderia dar era Estreito de Trump. Eles não gostaram da ideia", afirmou, sem especificar com quem conversava na ocasião.
Essa não é a primeira vez que o mandatário menciona mudar o nome da região para "Estreito de Trump". Em março, ele fez um apelo, em tom irônico, pela abertura do "Estreito de Trump", corrigindo-se em seguida para "Estreito de Ormuz", conforme citado pela imprensa regional.

Em suas primeiras ações no atual mandato, Trump também decidiu mudar o nome do Golfo do México para Golfo da América por meio de uma ordem executiva. A mudança, que entrou em vigor nos sistemas do governo americano, tem caráter simbólico e não foi reconhecida por México, Cuba nem pela comunidade internacional, que continuam utilizando o nome tradicional Golfo do México.
Fechado para navios inimigos
- Após a agressão de EUA e Israel, o Irã bloqueou quase completamente o Estreito de Ormuz, que conecta o Golfo Pérsico ao de Omã, e anunciou que não sairia da região "nem uma única gota de petróleo" por mar, o que disparou os preços dos combustíveis.
- O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) reiterou no dia 11 de março que os navios dos EUA e de seus parceiros não podem atravessar o estreito.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, propôs criar uma coalizão naval para escoltar navios através dessa via. Contudo, vários dos países requisitados por Trump — entre eles, os aliados americanos dentro da OTAN — descartaram o envio de forças militares para a zona do conflito.
- Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, garantiu que a passagem segue aberta e que só está fechada para os navios dos países inimigos. "Permitimos a passagem para a China, Rússia, Índia, Iraque e Paquistão", afirmou o chanceler, que reiterou não haver razão para permitir que seus inimigos transitem pelo acesso.
