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Zelensky se oferece para desbloquear o Estreito de Ormuz, mas ninguém pediu

"Já temos experiência com o bloqueio do Mar Negro", afirmou, reconhecendo que a ajuda não foi, em nenhum momento, solicitada por Washington.
Zelensky se oferece para desbloquear o Estreito de Ormuz, mas ninguém pediuGettyimages.ru

O líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, ofereceu sua ajuda, nesta terça-feira (14), para desbloquear o Estreito de Ormuz, apesar de ninguém ter feito qualquer pedido.

"Queremos desbloqueá-lo", declarou, em entrevista ao canal alemão ZDF. "Já temos experiência com o bloqueio do Mar Negro", completou.

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Zelensky reconheceu que sua proposta de ajuda para forçar a reabertura da rota marítima não foi, em nenhum momento, solicitada por Washington. "Os Estados Unidos ainda não nos pediram isso", indicou.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, já tinha zombado de Zelensky por sua ânsia em ajudar Washington e seus aliados na região a desbloquear o Estreito. "Ele já resolveu tudo em casa. É hora de cuidar dos grandes problemas", ironizou.

Fechado para navios inimigos

  • Após a agressão de EUA e Israel, o Irã bloqueou quase completamente o Estreito de Ormuz, que conecta o Golfo Pérsico ao de Omã, e anunciou que não sairia da região "nem uma única gota de petróleo" por mar, o que disparou os preços dos combustíveis.
  • O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) reiterou no dia 11 de março que os navios dos EUA e de seus parceiros não podem atravessar o estreito.
  • O presidente dos EUA, Donald Trump, propôs criar uma coalizão naval para escoltar navios através dessa via. Contudo, vários dos países requisitados por Trump — entre eles, os aliados americanos dentro da OTAN — descartaram o envio de forças militares para a zona do conflito.
  • Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, garantiu que a passagem segue aberta e que só está fechada para os navios dos países inimigos. "Permitimos a passagem para a China, Rússia, Índia, Iraque e Paquistão", afirmou o chanceler, que reiterou não haver razão para permitir que seus inimigos transitem pelo acesso.