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País do BRICS acusa Elon Musk de espalhar mentiras

O CEO da Tesla e da SpaceX vem afirmando que fazendeiros brancos sofrem perseguição na África do Sul.
País do BRICS acusa Elon Musk de espalhar mentirasGettyimages.ru / Vincent Magwenya

O porta-voz da presidência da África do Sul, Vincent Magwenya, acusou, nesta terça-feira (14), Elon Musk de espalhar mentiras e desinformação, além de desrespeitar as leis locais. A declaração ocorreu após o bilionário alegar que fazendeiros brancos sofrem perseguição no país.

Musk, que nasceu em Pretória, postou um vídeo, na segunda-feira (13), mostrando uma longa fila de cruzes, afirmando que este seria um local de sepultamento. A legenda diz que "cada cruz representa um fazendeiro branco assassinado na África do Sul".

Seguindo em frente

Em resposta, o porta-voz do presidente Cyril Ramaphosa pediu ao bilionário para "seguir em frente", já que um relacionamento que ele estaria "buscando à força" não acontecerá, devido à falta de respeito pelas "leis de transformação" do país.

As críticas de Musk à África do Sul também se concentraram nas leis de Empoderamento Econômico Negro de Pretória, que ele afirma serem discriminatórias e terem impedido sua empresa, Starlink, de operar na nação africana.

"A África do Sul não permitirá o licenciamento da Starlink, embora eu tenha NASCIDO LÁ, simplesmente porque não sou negro!", escreveu no domingo (12).

Magwenya respondeu Musk: "Existem atualmente 193 estados membros nas Nações Unidas. Com certeza, há um bom dinheiro a ser ganho em 192 mercados. Está tudo bem em seguir em frente!".

Relações EUA e África do Sul

Disputas sobre política de reforma agrária e um processo do país africano contra Israel no Tribunal Penal Internacional (TPI) — por supostos crimes de guerra em Gaza — tensionaram as relações entre Pretória e Washington. O presidente norte-americano, Donald Trump, chegou a congelar a assistência norte-americana à África do Sul.

Trump também tem acusado o governo sul-africano de permitir genocídio contra os Afrikaners — os descendentes de colonos holandeses — que compõem cerca de 7% da população do país.

Pretória nega essas alegações, chamando-as de desinformação, e defendeu sua reforma agrária como parte de esforços mais amplos para lidar com as disparidades da era do apartheid na propriedade de terras.