A vitória do partido oposicionista Tisza de Péter Magyar nas eleições parlamentares da Hungria representa alívio para a Ucrânia, mas tem lado oculto "amargo", avaliou uma análise do jornal Politico nesta segunda-feira (13).
Com a derrota de Orbán, a Hungria poderá deixar de bloquear pacote de ajuda financeira de 90 bilhões de euros à Ucrânia, mas não apoiará todas as iniciativas que beneficiariam o lado ucraniano.
"É uma vitória agridoce para Zelensky, já que o futuro primeiro-ministro declarou que se opõe ao envio de armas ou dinheiro da Hungria para Kiev e à aceleração do processo de adesão da Ucrânia à União Europeia", destaca o veículo.
Magyar prometeu levar a questão a referendo, o que significaria "atrasar o processo, devido ao forte sentimento anti-ucraniano na sociedade húngara".
- Em 12 de abril, a Hungria teve eleições parlamentares. A oposição, liderada pelo partido Tisza, venceu as eleições, enquanto o primeiro-ministro Viktor Orbán reconheceu a derrota, classificando-a como "dolorosa".