Do tomate à gasolina: veja o que subiu e o que desceu na inflação de março no Brasil

Puxada pela alta dos combustíveis e certos alimentos, inflação oficial fecha março em 0,88% e supera expectativas do mercado.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta sexta-feira (10), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O indicador aponta que a inflação subiu 0,88% no mês, superando as expectativas do mercado.

O resultado de março fez o acumulado de 12 meses cravar em 4,1%. Segundo os dados do IBGE, as altas de preços mais sensíveis foram registradas no grupo de Transportes e de Alimentos e Bebidas.

O primeiro grupo registrou alta de 1,64% — mais que dobrando em relação a fevereiro (0,74%) — já no segundo eixo, aumento de 1,56% (contra 0,26% em fevereiro). Os dois pontos respondem, juntos, por 76% da elevação do IPCA do mês.

Combustíveis no topo

Em Transportes, os principais aumentos vieram da gasolina, que subiu 4,59% em março, e do diesel, que aumentou 13,90%. A elevação dos combustíveis derivados do petróleo sofreram impacto da guerra no Golfo, que fez disparar os preços na comunidade internacional.

Já as passagens aéreas desaceleraram a elevação, passando de uma alta de 11,40% em fevereiro para 6,08% em março.

No grupo Alimentação e bebidas, a alimentação no domicílio subiu 1,94%, influenciada especialmente pelas altas do tomate (20,31%), da cebola (17,25%), da batata-inglesa (12,17%), do leite longa vida (11,74%) e das carnes (1,73%).

Já as quedas mais acentuadas foram observadas na maçã (-5,79%) e no café moído (-1,28%).

O grupo de Despesas Pessoais foi o terceiro com maior variação em março, chegando a 0,65%. O principal responsável pela alta foi o subitem cinema, teatro e concertos, com 3,95%.

No eixo Habitação, que teve variação de 0,22% no mês, as taxas de água e esgoto (0,24%) e a energia elétrica residencial (0,13%) foram as principais influências.

Segundo o IBGE, Salvador (1,47%), na Bahia, apresentou a maior variação entre os índices regionais, enquanto Rio Branco (0,37%), capital do Acre, teve a menor.

Utilizado pelo IBGE desde 1980, o IPCA monitora o custo de vida de famílias que ganham entre 1 e 40 salários mínimos (aproximadamente R$ 1.582,00 e R$ 63.280,00, respectivamente), independentemente da origem da renda.

O levantamento abrange dez regiões metropolitanas brasileiras, além de municípios estratégicos como Brasília (DF), Goiânia (GO), Campo Grande (MS), Rio Branco (AC), São Luís (MA) e Aracaju (SE).