O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou nesta sexta-feira (10) que ordenou a expulsão de representantes espanhóis do Centro de Coordenação Civil-Militar (CMCC) em Kiryat Gat, o principal centro de coordenação para o auxílio a Gaza.
"A Espanha difamou nossos heróis, os soldados das Forças de Defesa de Israel (IDF), os soldados do exército mais moral do mundo", escreveu o primeiro-ministro em comunicado, acrescentando que "o Estado de Israel não se calará" diante daqueles que os atacam.
O centro foi estabelecido em outubro de 2025 após a assinatura do acordo para o fim da guerra na Faixa de Gaza, mediado pelos Estados Unidos.
Seguindo-se ao anúncio de reabertura da embaixada espanhola na capital iraniana, Teerã, Netanyahu afirma que a Espanha "repetidamente optou por se opor a Israel [...] em vez de atacar regimes terroristas", excluindo assim o país europeu como parceiro para o futuro da região.
"Não estou disposto a tolerar essa hipocrisia ou essa hostilidade. Não tenho intenção de permitir que qualquer país nos declare guerra diplomática sem pagar um preço imediato", concluiu a mensagem.
A Espanha foi um dos primeiros países europeus a denunciar o genocídio que Israel estaria cometendo na Faixa de Gaza, nos termos do relatório publicado pela ONU em setembro de 2025. O governo espanhol já apontou que prenderia o premiê Netanyahu se visitasse o país e se juntou à acusação da África do Sul contra Israel na Corte Internacional de Justiça.