O fornecimento de centenas de mísseis Tomahawk dos EUA ao Japão está sob risco por causa da guerra no Oriente Médio, que está esgotando os estoques das armas, segundo informou a agência Bloomberg citando as fontes, nesta sexta-feira (3).
Segundo a agência, Washington disse que o fornecimento de 400 Tomahawk, que aparecem uma peça central da nova estratégia japonesa para obter capacidades de longe alcance, pode ser adiado.
Planejado para ser concluído até março de 2028, provavelmente o fornecimento será interrompido.
Quantos Tomahawks os EUA têm?
Antes da guerra no Oriente Médio, os EUA possuíam cerca de 4 mil mísseis Tomahawk, com 100 deles produzidos em 2025 e cerca de 240 velhos ajustados para o mais recente padrão Block V.
Contrato e prioridades
O acordo de fornecimento, com o custo de US$ 2,35 bilhões, foi assinado em 2024. Em março de 2026, o Ministério da Defesa do Japão anunciou recebimento da primeira entrega.
Segundo duas fontes anonimatos, os EUA comunicaram que a prioridade é garantir presença desses mísseis para a guerra contra o Irã.
O ministro de Defesa japonês, Shinjiro Koizumi, teve duas conversas, por telefone, com o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, mas os comentários públicos sobre a conversa não mencionaram o fornecimento.
Guerra no Oriente Médio
Em 28 de fevereiro, Israel e os EUA iniciaram uma ofensiva conjunta contra o Irã com o objetivo declarado de "eliminar as ameaças" da República Islâmica.
Os bombardeios causaram a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de vários altos cargos militares, entre eles o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; o comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani; e o ministro da Inteligência, Esmaeil Khatib. Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo, foi escolhido como seu sucessor.
Como represália, Teerã lançou várias ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e bases americanas em países do Oriente Médio. Além disso, a República Islâmica realizou uma série de ataques que atingiram "instalações petrolíferas vinculadas aos Estados Unidos" em diversos países da região.
O Irã também bloqueou quase completamente o Estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo, o que elevou os preços dos combustíveis.