A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, disse, nesta quarta-feira (1º), que Pequim está "profundamente preocupada" com a instalação de "armas ofensivas que vão muito além do escopo da autodefesa e da política 'exclusivamente defensiva' do Japão".
Segundo Ning, o uso dessas armas contraria a Constituição do Japão que, após a Segunda Guerra Mundial, estabeleceu uma política pacifista de renúncia à guerra e às forças armadas, além de violar declarações internacionais, como as de Potsdam e do Cairo.
A porta-voz argumentou que a política militar japonesa afeta a estabilidade regional e que a comunidade internacional deve permanecer em alerta sobre a decisão.
"O destacamento é mais um sinal de que as forças de direita do Japão estão pressionando por uma política de defesa mais ofensiva e expansionista, e o neomilitarismo está lançando uma longa sombra sobre a paz e a estabilidade regional", acusou.
"A comunidade internacional precisa permanecer em estado de alerta máximo. Notamos também que muitos grupos e cidadãos japoneses expressaram sua clara oposição", completou Ning.
Ela também citou falhas de disciplina após a invasão da embaixada chinesa por um oficial japonês armado. A China pediu que o país reflita sobre seu histórico militar e mantenha a prudência em suas políticas de segurança e defesa.
Tóquio começou a instalação dos chamados "mísseis de autodefesa" na terça-feira (31), como consequência de uma tendência recente do governo japonês de foco em militarização, incluindo parcerias com outros países.