
Estados do Golfo pedem intervenção da ONU no Estreito de Ormuz

Jasem Al-Budaiwi, secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), pediu nesta quinta-feira (2) ao Conselho de Segurança da ONU que aprove uma resolução que garanta a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz. A informação foi divulgada pela Al-Arabiya.
"As interrupções na navegação marítima não se limitam às fronteiras dos Estados do CCG", afirmou Al-Budaiwi.

Ele ressaltou que o problema se estende muito além do Oriente Médio, afetando inúmeros países que enfrentam "escassez de petróleo, gás, fertilizantes e produtos petroquímicos".
Neste contexto, o secretário-geral do CCG instou o Conselho de Segurança a "assumir toda a sua responsabilidade" para proteger as rotas estratégicas da região e garantir o fluxo seguro do comércio internacional.
O apelo das nações do Golfo acontece após Irã bloquear quase totalmente a passagem de embarcações pelo Estreito de Ormuz, em consequência da agressão conjunta dos Estados Unidos e de Israel ao país persa, iniciada no dia 28 de fevereiro.
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Fechado para navios inimigos
Após a agressão de EUA e Israel, o Irã bloqueou quase completamente o Estreito de Ormuz, que conecta o Golfo Pérsico ao de Omã, e anunciou que não sairia da região "nem uma única gota de petróleo" por mar, o que disparou os preços dos combustíveis.
O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) reiterou no último dia 11 de março que os navios dos EUA e de seus parceiros não podem atravessar o estreito.
O presidente dos EUA, Donald Trump, propôs criar uma coalizão naval para escoltar navios através dessa via. No entanto, vários dos países convidados — entre eles, os aliados dos EUA dentro da OTAN — descartaram o envio de forças militares para a zona do conflito.
Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, garantiu que a passagem segue aberta e que só está fechada para os navios dos países inimigos. "A alguns países que consideramos amigos, permitimos a passagem pelo Estreito de Ormuz. Permitimos a passagem para a China, Rússia, Índia, Iraque e Paquistão", afirmou o chanceler. Segundo explicou, não há razão para permitir que seus inimigos transitem pela zona.
