
62 anos do Golpe Militar: como o Brasil convive com o trauma desse período
Há 62 anos, o Brasil sofreu um golpe de Estado liderado pelas Forças Armadas, que instaurou um regime militar no país que durou por 21 anos (1964-1985).
Um dos principais símbolos de resistência no período foi a Guerrilha do Araguaia (1972-1974), movimento armado duramente reprimido por lutar e se opor ao regime. O grupo foi organizado por membros do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), atuando no Sul e Sudeste do Pará, Maranhão e norte de Goiás (atual Tocantins), desde o final dos anos 1960.

Entre os participantes da guerrilha estava José Genoíno, ex-integrante do movimento, preso durante a ditadura. "Tinha duas vidas, uma vida como lavrador, e a gente radicalizava a ideia de lavrador, tinha até um adaptacionismo exagerado, e uma vida clandestina, para a gente se formar, fazer treinamento", lembrou, em entrevista à RT.
Em 1972, o exército descobriu a presença do grupo na região e iniciaram operações para neutralizar os integrantes do movimento.
A atuação das forças armadas na localidade se tornou uma das mais brutais da ditadura brasileira. As primeiras informações surgiram cinco meses após o início dos confrontos, ainda sob censura e com versões oficiais do regime. Somente após o fim da ditadura começaram a surgir os relatos sobre execuções, desaparecimentos e a real dimensão do ocorrido.
- O Golpe Militar de 1964 derrubou o presidente João Goulart e instaurou um regime autoritário marcado por repressão, censura, supressão de direitos políticos, prisões e tortura. O governo vigente não conseguiu reagir e, mesmo antes de João Goulart deixar o país, a presidência da República foi declarada vaga.
