
Trump estaria considerando lançar operação militar para tomar urânio do Irã — Wall Street Journal

O presidente dos EUA, Donald Trump, estaria avaliando lançar uma operação para tomar o urânio do Irã, informou o Wall Street Journal o domingo (29), citando autoridades americanas.
De acordo com as informações, a medida teria o objetivo de retirar mais de 450 quilos de urânio da república islâmica. No entanto, segundo as fontes, Trump ainda não teria tomado uma decisão.

Os presidente americano estaria avaliando os riscos de uma operação desse porte para as tropas americanas, embora, em geral, esteja "aberto à ideia", já que ela poderia ajudar a alcançar seu objetivo principal de acabar com o programa nuclear iraniano.
Uma pessoa próxima a Trump afirma que ele estaria incentivado seus assessores a pressionarem o Irã para que aceite entregar o urânio como condição para pôr fim à guerra.
As autoridades da República Islâmica reiteraram repetidamente que seu programa nuclear tem objetivos exclusivamente pacíficos, empregados na agricultura, saúde, pesquisa científica e na geração de energia.
Guerra no Oriente Médio
Em 28 de fevereiro, Israel e os EUA iniciaram uma ofensiva conjunta contra o Irã com o objetivo declarado de "eliminar as ameaças" da República Islâmica.
Os bombardeios causaram a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de vários altos cargos militares, entre eles o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; o comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani; e o ministro da Inteligência, Esmaeil Khatib. Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo, foi escolhido como seu sucessor.
Como represália, Teerã lançou várias ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e bases americanas em países do Oriente Médio. Além disso, a República Islâmica realizou uma série de ataques que atingiram "instalações petrolíferas vinculadas aos Estados Unidos" em diversos países da região.
O Irã também bloqueou quase completamente o estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo, o que elevou os preços dos combustíveis.
