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Rubio diz que agressão de EUA e Israel contra o Irã é 'benéfica ao mundo'

Secretário de Estado norte-americano rebate críticas internacionais e garante que a campanha militar deixará a Terra mais segura, enquanto a base industrial iraniana é "despedaçada".
Rubio diz que agressão de EUA e Israel contra o Irã é 'benéfica ao mundo'Gettyimages.ru / Chip Somodevilla

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, declarou nesta quinta-feira (26) que a agressão dos EUA e de Israel contra o Irã é "benéfica ao mundo".

"O presidente (Trump) não está apenas fazendo um favor aos Estados Unidos e ao nosso povo. Isto é para o mundo, como ele deixou muito claro na primeira noite desta operação", afirmou.

Segundo o secretário, o mundo será "um lugar mais seguro e melhor" quando os EUA concluírem a campanha.

"E, francamente, acredito que os países de todo o mundo, inclusive aqueles que reclamam um pouco disso, deveriam estar agradecidos pelos Estados Unidos terem um presidente disposto a enfrentar uma ameaça como esta e não permitir que ela persista, porque essas pessoas matarão tantos americanos quanto tiverem oportunidade de fazer", acrescentou.

"Material para os livros de história"

Na mesma reunião de gabinete, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, elogiou a ofensiva de seu país contra o Irã, descrevendo-a como "decisiva" e "bem-sucedida".

Ao tomar a palavra, o chefe das forças armadas dirigiu-se ao presidente Donald Trump para lhe agradecer por "fazer o trabalho do mundo livre" ao iniciar os bombardeios contra o Irã. "É uma campanha decisiva com objetivos claros: destruir as capacidades militares ofensivas do Irã e garantir que nunca obtenha uma arma nuclear", expressou. "Isto é material para os livros de história. Isto é material de legado", sublinhou.

Na mesma linha, afirmou que Donald Trump "está agindo para que as futuras gerações não tenham que viver sob a ameaça de um Irã nuclear", ao mesmo tempo em que atacou os meios de comunicação que difundem "notícias falsas".

"Atrás de cada manchete que escrevem, há uma tripulação de helicóptero no ar; atrás de cada manchete de notícias, há um batalhão em movimento; e atrás de cada notícia falsa, há um piloto de F-35 executando uma missão perigosa. Minha mensagem à imprensa é: 'Façam a coisa certa'", declarou, dirigindo-se aos jornalistas.

Em paralelo, Hegseth relembrou sua própria experiência no aumento de tropas americanas no Iraque em 2007, quando — segundo ele — viu senadores declararem que a guerra estava perdida antes mesmo de começar. "Naquela época, eram três anos de guerra; agora, estamos há três semanas de operação. Diferente do Iraque, isto não é um empate, não é paridade nem caos. É sucesso. Puro sucesso americano, conforme o planejado e, como disse o presidente, adiantado em relação ao cronograma", enfatizou.

O secretário de Guerra estimou em "mais de 10 mil" os alvos destruídos, "mais de 150 navios navais afundados", instalações subterrâneas aniquiladas e a "base industrial de defesa despedaçada da noite para o dia". Ele reiterou que os objetivos são "claros": "Sem armas nucleares, sem Marinha e um desmantelamento completo de seu programa de mísseis e de sua base industrial de defesa".