
EUA pedem aos seus cidadãos que deixem Arábia Saudita devido a alerta de segurança

A Embaixada dos EUA em Riade, capital da Arábia Saudita, emitiu um alerta de segurança nesta quinta-feira (19) para que os cidadãos americanos deixem o país em meio à agressão de Washington e Tel Aviv contra o Teerã e aos ataques de retaliação das forças iranianas.
"Recomendamos aos cidadãos americanos que deixem a Arábia Saudita em voos comerciais, caso possam fazê-lo com segurança", diz a mensagem.
Além disso, a representação diplomática informou que está acompanhando de perto a situação no Oriente Médio e que fornecerá as informações mais recentes sobre as opções para sair da região.

Nesse contexto, afirmou que o espaço aéreo saudita permanece aberto, embora com frequentes restrições para "enfrentar as contínuas ameaças de mísseis e drones".
"Os aeroportos de Riade, Jidá e Dammam continuam abertos e operacionais, mas recomenda-se aos viajantes que verifiquem o status de seus voos diretamente com a companhia aérea devido a possíveis atrasos e cancelamentos", acrescentou.
Além disso, o órgão aconselhou os cidadãos americanos que permanecem na Arábia Saudita a seguirem as recomendações dos sistemas de alerta do país.
Por fim, a Embaixada garantiu que, para o presidente dos EUA, Donald Trump, e o secretário de Estado, Marco Rubio, "não há prioridade maior do que a segurança e a proteção dos cidadãos americanos".
- A mensagem da Embaixada foi publicada aproximadamente uma hora depois que o Ministério da Defesa da Arábia Saudita confirmou que um drone atacou a SAMREF, a maior refinaria de petróleo do país, localizada no porto de Yanbu, na costa do Mar Vermelho.
- A instalação energética constava da lista de infraestruturas que o Irã exigiu que fossem evacuadas antes de iniciar, na noite de 18 para 19 de março, seus ataques de retaliação contra "instalações petrolíferas ligadas aos EUA" no Oriente Médio.
- Teerã lançou essas ações após fechar, na quarta-feira (18), várias seções de South Pars, seu maior campo de gás e o maior do mundo, após ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel.
