
EUA intensificam envio de militares ao Oriente Médio para possível invasão ao Irã — Jerusalem Post

Os Estados Unidos intensificaram o envio de unidades do Corpo de Fuzileiros Navais e da Marinha para o Oriente Médio para uma possível operação para invadir a ilha iraniana de Kharg, informou no domingo (22) o jornal Jerusalem Post, citando fontes oficiais.
Membros do governo americano comunicaram a seus colegas de Israel e de outros países que talvez não reste outra alternativa a não ser lançar uma operação militar terrestre para tomar a ilha, localizada no Golfo Pérsico.

Kharg é o principal centro de exportação de petróleo do Irã, sendo que 90% do petróleo bruto tem como destino a China.
«ENTENDA A IMPORTÂNCIA DA ILHA DE KHARG PARA O IRÃ EM NOSSO ARTIGO»
Na Casa Branca surgiram discussões sobre a necessidade de invadir a ilha para dissuadir Teerã de bloquear o tráfego de navios no Estreito de Ormuz.
Um funcionário dos EUA confirmou ao jornal que as Forças Armadas aceleraram o envio de milhares de fuzileiros navais e pessoal naval para a região.
A mobilização inclui o grupo anfíbio USS Boxer, composto pelo navio de assalto anfíbio USS Boxer, que funciona como um porta-aviões leve, juntamente com os navios de transporte anfíbio USS Portland e o navio de desembarque USS Comstock.
Juntos, esses três navios transportam aproximadamente 4.500 fuzileiros navais e pessoal de combate adicional.
Guerra no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu o direito de desenvolver um programa de forma pacífica.
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.
Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.

