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Lindsey Graham diz que EUA devem 'neutralizar' o Irã

Senador republicano afirma que os EUA devem agir contra o Irã para permitir a normalização entre Arábia Saudita e Israel.
Lindsey Graham diz que EUA devem 'neutralizar' o IrãChip Somodevilla / Gettyimages.ru

Os Estados Unidos devem "neutralizar" o Irã para abrir caminho à normalização das relações entre Arábia Saudita e Israel, um acordo que poderia tornar 2026 "o ano mais importante desde 1945", afirmou o senador republicano Lindsey Graham*.

Em entrevista à Fox News concedida neste domingo (22), Graham disse que o principal obstáculo para a paz entre Riad e Tel Aviv continua sendo Teerã. "A razão pela qual Arábia Saudita e Israel ainda não fizeram as pazes é que em 7 de outubro de 2023 o Irã, por meio do Hamas, atacou Israel, interrompendo o processo de normalização", declarou o senador.

Segundo Graham, a janela de oportunidade é iminente. "Estamos a semanas de que este regime iraniano perca a capacidade de impedir a paz", afirmou, acrescentando que não é necessário negociar com Teerã, mas mantê-lo "preso em uma caixa". "Se neutralizarmos o Irã, não podemos permitir que façam isso novamente", completou.

"Temos a melhor oportunidade em dois mil anos. Uma vez que o Irã esteja neutralizado, Arábia Saudita e Israel poderão se reconhecer mutuamente e colocar fim ao conflito árabe-israelense. Esse é o meu objetivo. Esse é o objetivo do presidente Trump", declarou Graham.

Guerra no Oriente Médio

  • Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
  • Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu o direito de desenvolver um programa de forma pacífica.
  • Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
  • Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.

  • Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.

  • Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.

*Lindsey Graham está incluído na lista de terroristas e extremistas da Rússia.