O porta-voz da Guarda Revolucionária do Irã (CGRI) afirmou que os Estados Unidos não compreendem o poder militar do Irã e alertou nesta segunda-feira (23) que qualquer ameaça será respondida com a mesma intensidade.
Um ramo das Forças Armadas do Irã afirmou, em comunicado: "Se bombardearem nossa rede elétrica, bombardearemos as redes elétricas de Israel".
Além disso, o CGRI destacou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem feito acusações sem fundamento sobre supostos ataques iranianos a infraestruturas críticas na região, incluindo instalações de dessalinização de água.
"Os Estados Unidos não conhecem nossas capacidades e vão ver isso no campo de batalha", afirmou o CGRI, que ressaltou que responderá com firmeza a qualquer agressão.
"Estamos determinados a responder a cada ameaça com o mesmo nível de dissuasão que ela representa", reforçou o porta-voz no comunicado.
Guerra no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu o direito de desenvolver um programa de forma pacífica.
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.
Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.