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Netanyahu pede para que líderes de outros países se juntem a ele e aos EUA contra o Irã

O premiê israelense afirmou que vários países estão começando a seguir nessa direção, embora não tenha especificado quais nem em que capacidade.
Netanyahu pede para que líderes de outros países se juntem a ele e aos EUA contra o IrãGettyimages.ru / Kent Nishimura

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu para que líderes de outros países se juntem à ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, segundo reportagem do The Times of Israel divulgada neste domingo (22).

"É hora de os líderes dos demais países se unirem", disse o premiê durante sua visita à cidade de Arad, no sul de Israel, após os ataques de mísseis iranianos na noite de sábado (21). Sem especificar quem ou em que capacidade, Netanyahu afirmou que alguns países estão começando a se mover nessa direção, embora tenha acrescentado que "é preciso mais".

Quando questionado por um repórter sobre qual seria sua resposta aos ataques, o líder israelense respondeu: "Vamos atrás do regime. Vamos atrás da Guarda Revolucionária, essa gangue criminosa, e vamos atrás deles pessoalmente, de seus líderes, de suas instalações, de seus ativos econômicos. Vamos atrás deles com toda a força".

Guerra no Oriente Médio

  • Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
  • Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu o direito de desenvolver um programa de forma pacífica.
  • Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
  • Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.

  • Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.

  • Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.