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Serviços de inteligência dos EUA não encontram sinais de colapso iminente do governo do Irã - Axios

Apesar da crise de comando em Teerã, os agentes americanos afirmam não haver indícios de queda iminente do governo iraniano.
Serviços de inteligência dos EUA não encontram sinais de colapso iminente do governo do Irã - AxiosAP / Vahid Salemi

Os serviços de inteligência dos Estados Unidos afirmaram que não há indícios claros de que o governo iraniano esteja à beira do colapso, informou a Axios no sábado (21), citando fontes familiarizadas com uma audiência confidencial recente perante a Comissão de Inteligência da Câmara dos Deputados.

O diretor da CIA, John Ratcliffe, e o chefe da Agência de Inteligência de Defesa, o general James Adams, comunicaram aos legisladores que, embora o Irã enfrente uma crise de comando e controle, ainda não há evidências de uma queda iminente do governo.

Mistério na cúpula iraniana

Enquanto isso, o governo de Donald Trump continua tentando determinar quem realmente detém o poder em Teerã. As agências de inteligência de Washington seguem reunindo informações sobre Mojtaba Khamenei, filho e sucessor do falecido líder supremo iraniano, com atenção especial ao seu estado de saúde.

O vácuo de poder se aprofundou após a morte de vários altos cargos militares, entre eles o proeminente oficial de segurança Ali Larijani, assassinado por Israel. Segundo fontes israelenses, os líderes remanescentes operam de forma clandestina, deslocando-se entre casas seguras e evitando qualquer tipo de comunicação digital.

De acordo com fontes israelenses e árabes, esse vácuo estaria sendo parcialmente ocupado pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI), que já exerce controle efetivo sobre o país.

Guerra no Oriente Médio

  • Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
  • Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu o direito de desenvolver um programa de forma pacífica.
  • Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
  • Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.

  • Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.

  • Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.