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Irã lança advertência após ameaça de Trump de destruir instalações energéticas do país

Teerã prometeu retaliar contra "toda a infraestrutura energética, de tecnologia da informação e de dessalinização" dos EUA e de Israel na região.
Irã lança advertência após ameaça de Trump de destruir instalações energéticas do paísGettyimages.ru / Morteza Nikoubazl

O Irã se pronunciou neste domingo (22) sobre as ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de "atacar e destruir" as usinas de energia do país persa caso o estreito de Ormuz não seja reaberto em dois dias, segundo informou a mídia iraniana estatal.

"Se o Irã não abrir completamente, sem ameaças, o Estreito de Ormuz, nas próximas 48 horas a partir deste exato momento, os Estados Unidos atacarão e destruirão suas muitas usinas de energia, começando pela maior!", declarou Trump.

Em resposta, o porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya das Forças Armadas do Irã afirmou que Teerã lançará ataques contra várias infraestruturas de Israel e dos EUA na região caso suas usinas sejam atacadas.

"Após as advertências prévias, se o inimigo violar a infraestrutura energética e de combustível do Irã, toda a infraestrutura energética, de tecnologia da informação e de dessalinização pertencente aos Estados Unidos e ao regime sionista na região será atacada", prometeu.

  • Inicialmente, o presidente Donald Trump prometeu, sem fornecer prazos ou maiores detalhes, que a Marinha de seu país escoltaria navios através do Estreito de Ormuz. Dias depois, no entanto, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que a medida só seria tomada "se necessário, no momento apropriado".
  • Com a declaração, Leavitt contradisse o próprio secretário de Energia do governo Donald Trump, Chris Wright, que anteriormente publicou — e depois apagou — uma postagem na rede social X afirmando que um petroleiro havia sido escoltado com sucesso pela rota.
  • Autoridades do Irã reagiram com ironia à situação. O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, escreveu que um petroleiro só poderia escoltar o estreito com escolta norte-americana ''no PlayStation'', mas não no mundo real.
  • Já nesta sexta-feira (20), o presidente Donald Trump afirmou que os EUA "não precisam" do Estreito de Ormuz e que outros países mais afetados é que deveriam "se envolver mais" no assunto.

Guerra no Oriente Médio

  • Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
  • Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu o direito de desenvolver um programa de forma pacífica.

  • Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
  • Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.

  • Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.

  • Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.