As Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmaram que não conseguiram interceptar os mísseis balísticos lançados pelo Irã que atingiram as cidades de Dimona e Arad, deixando dezenas de feridos e graves danos materiais, informou o The Times of Israel no sábado (21).
Ataques de mísseis balísticos iranianos lançados na noite do sábado (21) nas cidades israelenses de Arad e Dimona deixaram pelo menos 150 feridos e há relatos de pessoas desaparecidas. Vídeos publicados nas redes sociais mostram edifícios e veículos destruídos, bem como focos de incêndio em diversas áreas.
"Mísseis interceptadores foram lançados Tanto em Dimona quanto em Arad, mas eles falharam em conter as ameaças que se aproximavam, resultando em dois impactos diretos de mísseis balísticos portando ogivas que pesavam centenas de quilos", citou a Al Jazeera, com base em informações dos serviços de bombeiros. A Força Aérea Israelense e o Comando da Frente Interna abriram investigações para determinar as causas da falha em ambos os ataques.
Em mensagem à nação, as IDF enfatizaram que "as defesas não são herméticas" e pediram à população para que sigam as recomendações do Comando de Defesa Civil. Enquanto as investigações prosseguem, as autoridades reforçaram as medidas de segurança no sul do país e permanecem em alerta máximo para potenciais novos ataques.
Guerra no Oriente Médio
Estados Unidos e Israel realizaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões foram registradas em diversas áreas de Teerã, com relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou a participação do país na operação e afirmou: "Bombas cairão por toda parte".
Os ataques ocorreram após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
Durante a ofensiva, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, foi morto em um ataque, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel e contra bases americanas na região.
Até o momento, o número de mortos no Irã em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassa 1.400 pessoas.
Rússia e China criticaram a ofensiva militar. Os ministros Sergey Lavrov e Wang Yi classificaram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.
O novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, segundo filho do falecido aiatolá, foi anunciado em 8 de março. Ele se dirigiu pela primeira vez à nação com a promessa de vingança por cada morte causada em decorrência da agressão contra o povo iraniano.
As Forças Armadas dos EUA informaram que "mais de 5 mil alvos" foram atingidos nos primeiros 10 dias de operação. O Irã relatou mais de 40 ondas de ataques em resposta.
Além disso, o Irã bloqueou quase totalmente o Estreito de Ormuz, rota marítima por onde circulam cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo, o que fez disparar os preços dos combustíveis.