
EUA sobre ataques ao Irã: maior destruição de uma marinha no período de 3 semanas desde 2ª Guerra Mundial

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) divulgou em uma postagem na rede social X neste sábado (21) uma nova atualização sobre os alvos atingidos até o momento na operação "Fúria Épica" contra o Irã, destacando as conquistas navais.
"Até o momento, atacamos mais de 8 mil alvos militares, incluindo 130 navios iranianos, o que constitui a maior destruição de uma marinha em um período de três semanas desde a Segunda Guerra Mundial", informou Brad Cooper, comandante do Centcom.
O oficial afirmou que as Forças Armadas dos Estados Unidos estão "destruindo milhares de mísseis iranianos, drones de ataque avançados e toda a Marinha iraniana, que eles utilizam para atrapalhar o transporte marítimo internacional", acrescentando que "o progresso" dos EUA é "evidente".

"O Irã perdeu uma capacidade de combate significativa ao longo das últimas três semanas", acrescentou Cooper, que destacou que essa redução continua à medida que os ataques americanos se intensificam.
"O ataque de artilharia de campanha mais prolongado da história"
Cooper também afirmou que o Exército dos EUA realizou há apenas dois dias "o ataque de artilharia de campanha mais prolongado da história de combate", utilizando mísseis de ataque de precisão.
Segundo o comandante, a operação conseguiu neutralizar a "infraestrutura militar iraniana", demonstrando o "alcance e a letalidade incomparáveis das Forças Armadas dos EUA".
Guerra no Oriente Médio
Estados Unidos e Israel realizaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões foram registradas em diversas áreas de Teerã, com relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou a participação do país na operação e afirmou: "Bombas cairão por toda parte".
Os ataques ocorreram após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
Durante a ofensiva, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, foi morto em um ataque, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel e contra bases americanas na região.
Até o momento, o número de mortos no Irã em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassa 1.400 pessoas.
Rússia e China criticaram a ofensiva militar. Os ministros Sergey Lavrov e Wang Yi classificaram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.
O novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, segundo filho do falecido aiatolá, foi anunciado em 8 de março. Ele se dirigiu pela primeira vez à nação com a promessa de vingança por cada morte causada em decorrência da agressão contra o povo iraniano.
As Forças Armadas dos EUA informaram que "mais de 5 mil alvos" foram atingidos nos primeiros 10 dias de operação. O Irã relatou mais de 40 ondas de ataques em resposta.
Enquanto Trump afirma que está "vencendo" o conflito, especialistas apontam custos insustentáveis para a continuidade das ações militares, em comparação às capacidades ofensivas do Irã, o que levanta preocupações sobre a substituição de sistemas militares de alto custo dos EUA.

