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Mais de 8 mil alvos atingidos: Comando Central dos EUA apresenta balanço de seus ataques contra Irã

"Estamos destruindo milhares de mísseis iranianos, drones de ataque avançados e toda a Marinha iraniana, que eles utilizam para hostilizar o transporte marítimo internacional", afirmou Brad Cooper, comandante do Comando Central dos Estados Unidos.
Mais de 8 mil alvos atingidos: Comando Central dos EUA apresenta balanço de seus ataques contra IrãU.S. Navy

As Forças Armadas dos EUA atacaram mais de 8.000 alvos iranianos no âmbito da operação "Fúria Épica", lançada contra o Irã na madrugada de 28 de fevereiro, segundo dados do Comando Central dos EUA (Centcom).

"Estamos destruindo milhares de mísseis iranianos, drones de ataque avançados e toda a Marinha iraniana, que eles utilizam para hostilizar o transporte marítimo internacional", afirmou neste sábado Brad Cooper, comandante do Centcom, garantindo que "o progresso" dos EUA é "evidente".

"Até o momento, atacamos mais de 8.000 alvos militares, incluindo 130 navios iranianos, o que constitui a maior eliminação de uma Marinha em um período de três semanas desde a Segunda Guerra Mundial", disse Cooper, enfatizando que "as forças americanas mantêm a superioridade aérea sobre o espaço aéreo iraniano, tendo já realizado mais de 8.000 voos de combate" .

Estreito de Ormuz

Ao mesmo tempo, o comandante do Centcom destacou que o Exército dos EUA também concentra seus esforços no bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã, em resposta à agressão dos EUA e de Israel. Segundo ele, trata-se de "eliminar a ameaça que o Irã representa há décadas para o livre fluxo do comércio" por essa rota marítima.

"Por exemplo, no início desta semana, lançamos várias bombas de 2.268 kg sobre uma instalação subterrânea localizada na costa iraniana. O regime iraniano utilizava essa instalação subterrânea reforçada para armazenar discretamente mísseis de cruzeiro antinavio, lançadores de mísseis móveis e outros equipamentos que representavam um grave risco para o transporte marítimo internacional”, declarou.

Segundo Cooper, o Exército dos Estados Unidos não apenas "neutralizou" as instalações, mas também destruiu "locais de apoio de inteligência e repetidores de radar de mísseis que eram utilizados para monitorar os movimentos dos navios". "Não vamos desistir de nossos esforços" para alcançar os objetivos estabelecidos no âmbito da operação Fúria Épica, indicando que mais de 50.000 militares americanos participam dela.

«ENTENDA PORQUE O ESTREITO DE ORMUZ É A VERDADEIRA ARMA DO IRÃ EM NOSSO ARTIGO»

Guerra no Oriente Médio

  • Estados Unidos e Israel realizaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões foram registradas em diversas áreas de Teerã, com relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou a participação do país na operação e afirmou: "Bombas cairão por toda parte".

  • Os ataques ocorreram após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.

  • Durante a ofensiva, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khameneifoi morto em um ataque, assim como altos oficiais do governo iraniano.

  • Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel e contra bases americanas na região.

  • Até o momento, o número de mortos no Irã em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassa 1.400 pessoas.

  • Rússia e China criticaram a ofensiva militar. Os ministros Sergey Lavrov e Wang Yi classificaram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.

  • O novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, segundo filho do falecido aiatolá, foi anunciado em 8 de março. Ele se dirigiu pela primeira vez à nação com a promessa de vingança por cada morte causada em decorrência da agressão contra o povo iraniano.

  • As Forças Armadas dos EUA informaram que "mais de 5 mil alvos" foram atingidos nos primeiros 10 dias de operação. O Irã relatou mais de 40 ondas de ataques em resposta.

  • Além disso, o Irã bloqueou quase totalmente o Estreito de Ormuz, rota marítima por onde circulam cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo, o que fez disparar os preços dos combustíveis.