O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (CGRI) afirmou neste sábado (21) ter abatido um terceiro caça F-16 israelense em meio à agressão em grande escala lançada contra o país persa por Washington e Tel Aviv.
"O terceiro avião de combate inimigo pertencente ao regime sionista, um F-16, foi atingido às 3h45 no centro do Irã pelos modernos sistemas de defesa aérea da Força Aeroespacial do CGRI", informou o órgão.
O CGRI garantiu que, ao longo das três primeiras semanas de hostilidades, o Irã realizou "a interceptação e destruição bem-sucedidas de mais de 200 aeronaves, incluindo drones, mísseis de cruzeiro, aviões-tanque e caças inimigos de última geração".
Esses dados "demonstram o aumento da capacidade de observação e interceptação de agressores no espaço aéreo do Irã e da região, bem como o fortalecimento das defesas aéreas do país", concluiu.
Guerra no Oriente Médio
Estados Unidos e Israel realizaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões foram registradas em diversas áreas de Teerã, com relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou a participação do país na operação e afirmou: "Bombas cairão por toda parte".
Os ataques ocorreram após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
Durante a ofensiva, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, foi morto em um ataque, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel e contra bases americanas na região.
Até o momento, o número de mortos no Irã em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassa 1.400 pessoas.
Rússia e China criticaram a ofensiva militar. Os ministros Sergey Lavrov e Wang Yi classificaram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.
O novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, segundo filho do falecido aiatolá, foi anunciado em 8 de março. Ele se dirigiu pela primeira vez à nação com a promessa de vingança por cada morte causada em decorrência da agressão contra o povo iraniano.
As Forças Armadas dos EUA informaram que "mais de 5 mil alvos" foram atingidos nos primeiros 10 dias de operação. O Irã relatou mais de 40 ondas de ataques em resposta.
Além disso, o Irã bloqueou quase totalmente o Estreito de Ormuz, rota marítima por onde circulam cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo, o que fez disparar os preços dos combustíveis.