O professor Jiang Xueqin — apresentador do canal do YouTube Predictive History e reconhecido por previsões precisas, como o retorno de Donald Trump à Casa Branca e o início do conflito com o Irã — deu um conselho ao presidente dos Estados Unidos sobre a próxima decisão que ele deveria tomar em meio à escalada de conflitos no Oriente Médio, em entrevista a Tucker Carlson publicada na sexta-feira (20).
"Em primeiro lugar, eu reconheceria que todos esses acontecimentos estão interligados: a guerra no estreito de Taiwan com a China, o conflito na Ucrânia, a guerra no Oriente Médio… tudo está conectado. Porque o império americano está se estendendo demais e tem as mãos em tudo", explicou o especialista.
"O que eu faria seria reunir todos os envolvidos, incluindo Rússia, China e Irã, e dizer que é hora de criar uma nova ordem mundial em que sejamos parceiros nessa relação", acrescentou Jiang.
O professor destacou que, no passado, os EUA eram uma potência hegemônica e o dólar, a moeda de reserva global. No entanto, no contexto atual, é necessário iniciar um diálogo em que todas as partes sejam respeitadas. Segundo ele, Washington não deveria mais "ser vista como o valentão, mas como um parceiro que contribui para a criação de uma nova ordem econômica que beneficie a todos, e não apenas a alguns".
"Acho que esse é o conselho mais sensato possível e, provavelmente, o único caminho para preservar a civilização", afirmou Carlson.
Guerra no Oriente Médio
Estados Unidos e Israel realizaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões foram registradas em diversas áreas de Teerã, com relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou a participação do país na operação e afirmou: "Bombas cairão por toda parte".
Os ataques ocorreram após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
Durante a ofensiva, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, foi morto em um ataque, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel e contra bases americanas na região.
Até o momento, o número de mortos no Irã em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassa 1.400 pessoas.
Rússia e China criticaram a ofensiva militar. Os ministros Sergey Lavrov e Wang Yi classificaram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.
O novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, segundo filho do falecido aiatolá, foi anunciado em 8 de março. Ele se dirigiu pela primeira vez à nação com a promessa de vingança por cada morte causada em decorrência da agressão contra o povo iraniano.
As Forças Armadas dos EUA informaram que "mais de 5 mil alvos" foram atingidos nos primeiros 10 dias de operação. O Irã relatou mais de 40 ondas de ataques em resposta.
Enquanto Trump afirma que está "vencendo" o conflito, especialistas apontam custos insustentáveis para a continuidade das ações militares, em comparação às capacidades ofensivas do Irã, o que levanta preocupações sobre a substituição de sistemas militares de alto custo dos EUA.