O comandante do Comando Central dos EUA (Centcom), Brad Cooper, informou neste sábado (21) que o Exército americano realizou, há apenas dois dias, "o ataque de artilharia de campanha mais prolongado da história militar", empregando mísseis de ataque de precisão.
Segundo Cooper, a operação conseguiu neutralizar a "infraestrutura militar iraniana", demonstrando o "alcance e a letalidade incomparáveis das Forças Armadas dos EUA". Ele acrescentou que, no 22º dia de combate, as tropas americanas mantêm seu ritmo de ações "ousadas", cumprindo o objetivo de reduzir a capacidade do Irã de exercer influência militar fora de suas fronteiras.
"O Irã perdeu uma capacidade de combate significativa ao longo das últimas três semanas", afirmou Cooper, destacando que essa redução continua à medida que os ataques dos EUA se intensificam.
Nesse contexto, o comandante do Centcom relatou que as Forças Armadas dos EUA atacaram "mais de 8 mil alvos militares, incluindo 130 navios iranianos, o que constitui a maior destruição de uma marinha em um período de três semanas desde a Segunda Guerra Mundial".
Estreito de Ormuz
Cooper também destacou que o Exército dos EUA concentra esforços no bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã, em resposta à agressão americana e israelense. Segundo ele, o objetivo é "desmantelar a ameaça que o Irã representa há décadas ao livre fluxo do comércio" nessa importante rota marítima.
« ENTENDA PORQUE O ESTREITO DE ORMUZ É A VERDADEIRA ARMA DO IRÃ EM NOSSO ARTIGO »
Guerra no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu o direito de desenvolver um programa de forma pacífica.
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.
Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.