
Israel realiza ataques de bandeira falsa e culpa Irã, afirma líder do país persa

O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou nesta sexta-feira (20) que os ataques registrados na Turquia e em Omã, países com os quais a República Islâmica afirma manter "boas relações", não foram de autoria de forças iranianas. A informação é da agência local Tasnim.
De acordo com o comunicado, trata-se de uma "estratégia do inimigo sionista" baseada em táticas de "bandeira falsa" para gerar discórdia entre o Irã e seus vizinhos, uma dinâmica que "poderia se estender a outros países" da região, alertou.
Khamenei ainda afirmou que "o inimigo está enganado" se acredita que, ao eliminar líderes e atacar infraestruturas, conseguirá semear o medo e a divisão na sociedade iraniana.
Além disso, insistiu que existe uma "unidade extraordinária" entre a população e as autoridades, o que provocou "fraturas" no campo adversário. Por fim, o aiatolá apelou para que se aproveite essa coesão como uma "grande bênção" que deve ser preservada.
Guerra no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".

- Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu o direito de desenvolver um programa de forma pacífica.
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.
Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.
