Donald Trump afirmou nesta sexta-feira (20) que o Irã "queria dominar o Oriente Médio" e, por isso, estaria atacando países vizinhos em meio ao conflito na região.
"Não podemos permitir que esses malucos tenham armas nucleares, porque eles as usariam, e rápido. Uma prova disso é que, quando tudo isso começou, eles passaram a lançar mísseis por todo o Oriente Médio contra países que praticamente não estavam envolvidos. Porque queriam dominar o Oriente Médio. E, se tivessem armas nucleares, as teriam usado", disse o presidente, ao tentar justificar a agressão contra o Irã, feita em coordenação com Israel.
Trump também afirmou que poderiam ter ficado com os "magníficos" navios militares iranianos destruídos em um dos inúmeros ataques à República Islâmica. "Quando mencionei a marinha que tínhamos acabado de destruir, eu disse: 'São bons barcos?'. 'Sim, são barcos magníficos'. Então eu disse: 'Por que não os salvamos? Poderíamos tê-los usado nós mesmos", declarou, arrancando risos na Casa Branca.
Durante a cerimônia anual de entrega do Troféu do Comandante-em-Chefe ao melhor time de futebol americano universitário entre as academias do Exército, da Marinha e da Força Aérea, ele disse que os iranianos "não tinham ideia" de como usá-los. "A diferença era que eles não sabiam como usá-los, certo, general? Eles não sabiam como usá-los. Não tinham ideia", insistiu.
Guerra no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 civis. Milhares de instalações de infraestrutura civil, como casas, hospitais e escolas, foram destruídas ou seriamente danificadas.
Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.