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Irã faz séria advertência ao Reino Unido por colaboração com EUA

"Essas ações serão, sem dúvida, consideradas como cumplicidade na agressão", afirmou o ministro das Relações Exteriores iraniano.
Irã faz séria advertência ao Reino Unido por colaboração com EUAGettyimages.ru / Murat Gok / Anadolu

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, conversou por telefone, nesta sexta-feira (20), com a chanceler britânica, Yvette Cooper, e teceu fortes críticas ao Reino Unido for fornecer suas bases militares aos EUA.

Araghchi enfatizou que o Irã foi alvo de uma agressão militar por parte dos EUA e de Israel, contrariando todos os princípios do direito internacional. "Assassinaram covardemente nosso líder, altos funcionários e um grande número de pessoas inocentes", destacou.

Ao detalhar as medidas defensivas adotadas pela República Islâmica, o chanceler iraniano criticou as condenações do Reino Unido e outros países às ações de retaliação iranianas.

Araghchi condenou o fato de Londres permitir que os EUA utilizem suas bases militares na região: "Essas ações são, sem dúvida, consideradas uma participação na agressão e ficarão registradas na história das relações entre os dois países", afirmou, alertando que Teerã se reserva o "direito inerente" de defender a soberania.

O chanceler também exigiu que as autoridades britânicas evitem qualquer cooperação com os Estados Unidos e o regime sionista, "tanto no âmbito militar quanto na mídia".

Cooper, por sua vez, manifestou preocupação com as consequências políticas e econômicas desse conflito em nível regional e global, incluindo a escalada da situação no Estreito de Ormuz.

Guerra no Oriente Médio

  • Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
  • Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu o direito de desenvolver um programa de forma pacífica.
  • Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
  • Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.

  • Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.

  • Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.