
'Não haverá moderação se nossas infraestruturas forem atacadas novamente', adverte chanceler do Irã

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, fez uma advertência contundente na quinta-feira (19), garantindo que seu país não terá "nenhuma moderação" caso suas infraestruturas essenciais voltem a ser atacadas.
"A resposta ao ataque de Israel contra nossa infraestrutura utilizou apenas uma fração do nosso poder. A única razão para a moderação foi o respeito à desescalada solicitada", escreveu ele em uma mensagem publicada no X.
"Não haverá moderação alguma se nossas infraestruturas forem atacadas novamente", enfatizou Aragchi. E acrescentou: "Qualquer conclusão desta guerra deve levar em conta os danos causados às nossas instalações civis".

Após a morte do secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, Ali Larijani, em um ataque de Israel, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, prometeu na terça-feira (17) uma severa retaliação contra os responsáveis. O Irã realizou um ataque massivo contra território israelense na madrugada desta quarta-feira (18), em vingança pelo assassinato do alto funcionário. O CGRI detalhou que foi uma "operação relâmpago e de alta intensidade".
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Guerra no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.
Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.
