
Irã: Israel planeja suposto ataque de 'bandeira falsa' contra a petroleira Saudi Aramco

O porta-voz do Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya alertou nesta quinta-feira (19) sobre uma possível operação de bandeira falsa de Israel, com a qual pretenderia atacar "a infraestrutura energética da região" e, em particular, as instalações da gigante petroleira Saudi Aramco.
Ele alega que, com essa ação, Tel Aviv buscaria "acusar o Irã" e, com isso, "semear a discórdia entre os países da região". De acordo com o porta-voz, esta agressão de bandeira falsa e a acusação contra Teerã "confirmam o histórico maligno do regime" israelense.
O porta-voz deixou claro, por outro lado, que, como anunciado anteriormente, as forças iranianas atacarão "toda a infraestrutura pertencente aos Estados Unidos e ao regime sionista".
"Por meio desta, aceitamos e declaramos formalmente nossa responsabilidade" em relação a essas ações, enfatizou em sua declaração.
Até a rendição
Na quarta-feira (18), o porta-voz declarou que o Irã continuará as hostilidades de maneira ininterrupta até que seus inimigos se rendam.

"A guerra continuará até a rendição dos agressores", asseverou em um comunicado, no qual também descreveu o impacto das operações militares contra o adversário, afirmando que a situação provocou uma profunda desorientação nas forças israelenses.
Guerra no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu o direito de desenvolver um programa de forma pacífica.
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.
Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.
