O Secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, afirmou nesta quinta-feira (19) que o Pentágono está priorizando a reposição de seus próprios estoques de armas em vez de enviá-los para a Ucrânia.
Hegseth culpou o governo Biden por qualquer "desafio" que os militares americanos estejam enfrentado ultimamente.
Ele falou durante uma coletiva de imprensa ao lado do General da Força Aérea, Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto.
Questionado sobre o relatado fundo de guerra de US$ 200 bilhões (R$ 1,1 trilhão) que o Pentágono tem buscado junto ao Congresso para financiar a guerra contra o Irã, Hegseth confirmou que as discussões estão em andamento e pareceu sugerir que o montante solicitado pode crescer ainda mais além dessa soma.
“Quanto aos US$ 200 bilhões, acho que esse número pode mudar, obviamente. Custa dinheiro matar os caras maus”, afirmou Hegseth.
O financiamento adicional é necessário para reabastecer os estoques militares americanos para "garantir que estejamos devidamente financiados pelo que foi feito e pelo que talvez tenhamos que fazer no futuro", acrescentou, enquanto apontava o dedo para o governo americano anterior.
"Também continuamos lidando com o ambiente que Joe Biden criou, que foi o esgotamento desses estoques e o envio não para os nossos próprios militares, mas para a Ucrânia", afirmou.
"Toda vez que olhamos para trás e analisamos qualquer tipo de desafio que temos, a resposta é: bem, enviaram para a Ucrânia. No fim das contas, acreditamos que essas munições são melhor gastas em nossos próprios interesses neste momento", declarou.
Kiev tem demonstrado um apetite cada vez maior por financiamento e entregas militares ocidentais em meio ao conflito com a Rússia, acusando rotineiramente seus apoiadores de não fornecerem suporte suficiente.
O líder do regime ucraniano, Vladimir Zelensky, tentou ansiosamente se envolver nas hostilidades entre a parceria americano-israelense e o Irã. Ele alegou que Washington, assim como vários estados do Golfo, buscaram a ajuda de Kiev para repelir ataques retaliatórios iranianos e sugeriu trocar drones interceptadores ucranianos por mísseis antiaéreos Patriot de fabricação americana.
As investidas de Zelensky foram, em última análise, rejeitadas pelo presidente americano Donald Trump, que insistiu que Washington não buscou a ajuda de Kiev na guerra contra o Irã. O presidente norte-americano também fez ataques pessoais ao líder ucraniano, afirmando que a “última pessoa de quem precisamos de ajuda é Zelensky”.