Irã alerta que Zelensky está arrastando a Ucrânia para conflito no Oriente Médio

"Os iranianos nunca vão perdoá-lo", declarou o porta-voz da chancelaria iraniana.

O líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, está envolvendo a Ucrânia no conflito no Oriente Médio desencadeado pela agressão não provocada lançada por EUA e Israel contra o Irã, declarou durante uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira (16) o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei.

"Quanto à Ucrânia, lamentamos que o povo ucraniano tenha sofrido tanto nas mãos de alguém que há quatro anos vem arrastando o país para uma guerra evitável", declarou ele.

"Desde o início, afirmamos que não temos nenhum papel nem intervenção no conflito ucraniano. Eles insistem em repetir que o Irã fez parte do conflito", explicou o porta-voz.

"Agora, eles só estão complicando ainda mais a própria situação. O problema ucraniano e o impasse que criaram para o povo ucraniano não serão resolvidos com esses métodos nem tentando intervir em outros conflitos. Isso é, simplesmente, cumplicidade e cooperação com os agressores contra o Irã, o que acarretará responsabilidade internacional para este governo, e os iranianos nunca perdoarão isso", concluiu.

O papel da Ucrânia no Oriente Médio

O líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, havia comunicado que a Ucrânia forneceria ajuda militar aos países do Golfo Pérsico, mas com a condição de que, por sua vez, estes apoiassem a defesa aérea ucraniana.

Zelensky alega que 11 nações vizinhas do Irã, além de países europeus e os EUA, teriam solicitado sistemas de guerra eletrônica e interceptores.

Ele também anunciou que teria dado a ordem para enviar "especialistas ucranianos" ao Oriente Médio para ajudar na defesa contra os ataques de drones iranianos.

O chefe do regime de Kiev garantiu que os EUA estão entre os países que pediram ajuda à Ucrânia em seu conflito com o Irã. No entanto, o presidente norte-americano, Donald Trump, o desmentiu e declarou que Washington dispensaria a assistência ucraniana, argumentando que os EUA "sabem mais sobre drones do que ninguém".

Guerra no Oriente Médio