Macron esclarece se a França participará da abertura forçada do Estreito de Ormuz

Após agressão dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, o país persa bloqueou quase completamente a rota marítima por onde circula cerca de 20% de todo o petróleo e gás do mundo.

O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou nesta quinta-feira (19) que seu país não participará "de nenhuma abertura forçada do estreito de Ormuz".

A rota marítima por onde circula cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo permanece fechada no contexto do conflito em curso no Oriente Médio.

As declarações foram feitas após uma cúpula da União Europeia em Bruxelas, durante a qual, segundo o líder francês, os dirigentes europeus trocaram opiniões sobre a situação em torno da via marítima.

Macron indicou que, uma vez que a situação se estabilize, a França, junto com outros países, está disposta a "assumir a responsabilidade por um sistema de escolta de navios no estreito, como parte de uma missão que não pretende ser uma operação militar e que exigirá diálogo e desescalada com o Irã".

O presidente afirmou que isso implica "a participação de todos os atores do setor marítimo, desde as companhias de navegação até as seguradoras". "No entanto, não participaremos de nenhuma abertura forçada do estreito no contexto das operações militares e dos bombardeios em curso", enfatizou.

Fechamento do estreito de Ormuz

Após o início da agressão dos Estados Unidos e de Israel no fim de fevereiro, o Irã bloqueou quase completamente o estreito de Ormuz, que liga o golfo Pérsico ao golfo de Omã, proibindo a passagem embarcações e afirmando que não sairá da região "nem uma única gota de petróleo" por via marítima, o que elevou os preços dos combustíveis.

A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) reiterou que navios dos Estados Unidos e de seus aliados não podem atravessar o estreito.

Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou na segunda-feira (17) que o estreito de Ormuz segue aberto e está fechado apenas para embarcações de países considerados inimigos.

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