O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, declarou que as operações militares do país têm como objetivo enfrentar ameaças diretas aos interesses americanos e pediu que a população mantenha apoio às tropas, inclusive por meio de orações.
Ao justificar a atuação das Forças Armadas, Hegseth afirmou que o foco não está em intervenções políticas externas.
"[Lutamos] não para construção de nações ou promoção da democracia, mas para esmagar ameaças diretas à América, aos americanos e aos nossos interesses. Lutamos para vencer, e estamos vencendo em nossos termos, seguindo nossos objetivos", pontuou.
Durante a coletiva nesta quinta-feira (19), o secretário relatou uma conversa com seu filho de 13 anos ao comentar o impacto das ações militares e o contato com famílias de soldados mortos.
"Meu filho de 13 anos entrou no meu escritório ontem à noite enquanto eu editava essas declarações. Ele perguntou sobre a guerra e as famílias que conheci em Dover. E eu olhei para ele e disse: eles morreram por você, filho", explicou.
Segundo Hegseth, as mortes estão ligadas ao objetivo estratégico de impedir o avanço nuclear do Irã. "Para que a sua geração não tenha que lidar com um Irã nuclear. Essa é a verdade. E foi por isso que eles morreram".
O secretário também mencionou pedidos feitos por familiares de militares mortos e indicou continuidade nas ações. "Então, às famílias que disseram 'terminem isso', nós vamos. E digo o mesmo a todos os americanos que querem paz por meio da força".
Hegseth também fez um apelo direto à população por apoio religioso às tropas. "Que Deus todo-poderoso continue a abençoar nossas tropas nesta luta. E novamente, ao povo americano, por favor, rezem por eles. Todos os dias, de joelhos, com suas famílias, em suas escolas, em suas igrejas, em nome de Jesus Cristo".
Guerra no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.
Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.