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Secretário de Guerra dos EUA pede 'orações de joelhos' para tropas americanas na guerra contra Irã

Pete Hegseth, em coletiva de imprensa, afirmou que precisou explicar ao seu filho por que tropas americanas foram mortas durante a guerra no Oriente Médio.
Secretário de Guerra dos EUA pede 'orações de joelhos' para tropas americanas na guerra contra IrãAP / Manuel Balce Ceneta

O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, declarou que as operações militares do país têm como objetivo enfrentar ameaças diretas aos interesses americanos e pediu que a população mantenha apoio às tropas, inclusive por meio de orações.

Ao justificar a atuação das Forças Armadas, Hegseth afirmou que o foco não está em intervenções políticas externas.

"[Lutamos] não para construção de nações ou promoção da democracia, mas para esmagar ameaças diretas à América, aos americanos e aos nossos interesses. Lutamos para vencer, e estamos vencendo em nossos termos, seguindo nossos objetivos", pontuou. 

Durante a coletiva nesta quinta-feira (19), o secretário relatou uma conversa com seu filho de 13 anos ao comentar o impacto das ações militares e o contato com famílias de soldados mortos.

"Meu filho de 13 anos entrou no meu escritório ontem à noite enquanto eu editava essas declarações. Ele perguntou sobre a guerra e as famílias que conheci em Dover. E eu olhei para ele e disse: eles morreram por você, filho", explicou.

Segundo Hegseth, as mortes estão ligadas ao objetivo estratégico de impedir o avanço nuclear do Irã. "Para que a sua geração não tenha que lidar com um Irã nuclear. Essa é a verdade. E foi por isso que eles morreram". 

O secretário também mencionou pedidos feitos por familiares de militares mortos e indicou continuidade nas ações. "Então, às famílias que disseram 'terminem isso', nós vamos. E digo o mesmo a todos os americanos que querem paz por meio da força". 

Hegseth também fez um apelo direto à população por apoio religioso às tropas. "Que Deus todo-poderoso continue a abençoar nossas tropas nesta luta. E novamente, ao povo americano, por favor, rezem por eles. Todos os dias, de joelhos, com suas famílias, em suas escolas, em suas igrejas, em nome de Jesus Cristo". 

Guerra no Oriente Médio

  • Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
  • Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
  • Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
  • Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.

  • Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.

  • Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.