'São inaceitáveis': China condena assassinatos de líderes iranianos

"Sempre nos opusemos ao uso da força nas relações internacionais", declarou o Ministério das Relações Exteriores da China.

O governo da China condenou nesta quinta-feira (19) os assassinatos de líderes e civis iranianos, classificando-os como "inaceitáveis", segundo a mídia chinesa.

"Sempre nos opusemos ao uso da força nas relações internacionais. Os atos de assassinato de líderes estatais iranianos e os ataques contra alvos civis são ainda mais inaceitáveis", declarou Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, ao ser questionado sobre a morte de Ali Larijani.

Assassinato de oficiais de alto escalão iranianos

Na terça-feira (17), Israel anunciou que, em um ataque contra o Irã, matou o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, Ali Larijani. Na mesma ofensiva também morreu o comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani, conforme confirmado pela Guarda Revolucionária Islâmica.

Além disso, o Ministério da Defesa do país hebreu informou na quarta-feira (18) que o ministro da Inteligência iraniano, Esmaeil Khatib, faleceu em consequência de um ataque das forças israelenses.

Teerã realizou então ataques massivos de retaliação contra território israelense, como vingança pelos assassinatos de Larijani, Khatib e outros mártires dos serviços de inteligência.

Papel da China na crise

Anteriormente, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou em entrevista à Al Jazeera que Pequim poderia ajudar a encerrar o conflito entre seu país, os EUA e Israel.

"Vários países podem desempenhar esse papel. A China é um deles. A China desempenhou um papel positivo e bem-sucedido como mediadora entre o Irã e a Arábia Saudita, e acredito que ambos os países continuam comprometidos com o acordo alcançado graças à mediação chinesa", disse ao ser questionado se alguma nação poderia criar um ambiente propício para a resolução do conflito.

Guerra no Oriente Médio