
Preço do gás na Europa sobe 35% após ataques à infraestrutura energética no Oriente Médio

Os preços do gás natural na Europa dispararam após os ataques à infraestrutura energética no Oriente Médio ocorridos nesta quarta e quinta-feira (19). Os contratos futuros de gás subiram até 35%, segundo a Bloomberg.
De acordo com o Financial Times, os preços do gás na região chegaram a 70,7 euros por MWh, os mais altos desde o início do conflito no Oriente Médio.
Ataques contra a infraestrutura energética

Diversas áreas do campo de gás de South Pars — o maior do mundo — foram paralisadas no Irã na quarta-feira (18) após ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel, informou a agência de notícias Fars, citando autoridades locais. As áreas afetadas foram desativadas para controlar o incêndio e impedir sua propagação. A situação no local está sob controle e os bombeiros trabalham para extinguir as chamas.
Por conta disso, Teerã alertou cidadãos e trabalhadores a se afastarem de várias refinarias e complexos petroquímicos na Arábia Saudita, nos Emirados Árabes Unidos e no Catar, alertando que essas instalações se tornaram "alvos diretos e legítimos" que serão atacados nas próximas horas.
Como resultado, o Irã lançou na noite de 18 para 19 de março uma onda massiva de ataques que teve como alvo, segundo Teerã, "instalações petrolíferas ligadas aos EUA" no Oriente Médio. Foram atacadas uma planta de produção de gás natural liquefeito no Bahrein, várias instalações de gás natural liquefeito (GNL) no Catar e instalações energéticas da Arábia Saudita, entre outras.
A empresa estatal de energia do Catar, a QatarEnergy, afirmou que ataques com mísseis iranianos atingiram várias instalações de GNL, provocando grandes incêndios e danos consideráveis. "Além do ataque anterior perpetrado na quarta-feira, 18 de março de 2026, contra a cidade industrial de Ras Laffan, que causou danos significativos à planta de GNL de Pearl, a QatarEnergy confirma que, na madrugada de quinta-feira, 19 de março de 2026, várias de suas instalações de gás natural liquefeito (GNL) foram alvo de ataques com mísseis, o que provocou incêndios de grande magnitude e danos adicionais consideráveis", diz o comunicado no X.
Guerra no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.
Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.

