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Ex-chefe de antiterrorismo dos EUA descarta desenvolvimento de bomba nuclear pelo Irã

Joe Kent afirma que autoridades israelenses distorcem dados de inteligência e que não há nem havia ameaça nuclear iminente por parte do Irã.
Ex-chefe de antiterrorismo dos EUA descarta desenvolvimento de bomba nuclear pelo IrãGettyimages.ru / Anna Moneymaker

Em entrevista com ao jornalista americano Tucker Carlson na quarta-feira (18), Joe Kent, ex-diretor do Centro Nacional de Antiterrorismo dos Estados Unidos, descartou que o Irã esteja ou estivesse prestes a obter uma arma nuclear.

"Não, eles não estavam há três semanas, quando isso começou, e tampouco em junho passado", declarou Kent, oferecendo uma explicação baseada no cenário recente e em considerações religiosas.

O ex-diretor argumentou que, desde 2004, os iranianos mantêm uma "fatwa", uma ordem religiosa, contra o desenvolvimento armas nucleares, prescrição que está em vigor desde então e é de conhecimento público.

Kent também observou que, segundo as informações de que dispõe, não há indícios de que essa diretriz religiosa tenha sido desobedecida ou estivesse prestes a ser revogada.

Ele também questionou parte das informações transmitidas por pelos israelenses aos americanos: "Autoridades israelenses, algumas da inteligência, outras do governo, abordam as autoridades do governo dos EUA e lhes dizem todo tipo de coisa que, sabemos, por nossa inteligência, simplesmente não é verdade", afirmou.

Guerra no Oriente Médio

  • Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
  • Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
  • Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
  • Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.

  • Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.

  • Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.