
Irã afirma ter atacado múltiplas instalações militares dos EUA no Oriente Médio

A Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) informou nesta quinta-feira (19), horário logal, que suas forças navais "atacaram com sucesso alvos estratégicos" em instalações militares dos EUA localizadas em vários países do Oriente Médio, informou a Press TV.
Em particular, foram alvos as bases de Minhad e Al-Dhafra (Emirados Árabes Unidos), a base de helicópteros de Al-Adairi (Kuwait), utilizada pelas forças dos EUA, e a base de Mina Salman (Bahrein), quartel-general da Quinta Frota dos EUA, diz o comunicado
Os militares iranianos detalharam que a operação combinou ataques com mísseis e drones, atingindo centros de comando, depósitos de combustível e hangares de equipamentos na base de Minhad.
Além disso, radares de alerta antecipado e a rampa central da base de Al-Adairi foram atingidos por mísseis balísticos.
Também foram atacados depósitos de combustível e radares de alerta antecipado na base aérea emiradense de Al-Dhafra, e no quartel-general de Mina Salman, no Bahrein, com o uso de drones e mísseis de cruzeiro e balísticos em ataques de grande escala.

Guerra no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.
Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.
