
Confira quais países conseguem atacar os Estados Unidos

A diretora de Inteligência Nacional dos Estados Unidos, Tulsi Gabbard, afirmou nesta quarta-feira (18), durante depoimento no Senado dos EUA, que Rússia, China, Coreia do Norte, Irã e Paquistão desenvolvem sistemas de mísseis com capacidade nuclear e que podem atingir o território norte-americano.

Segundo Gabbard, esses países estão entre os principais adversários de Washington.
"A comunidade de inteligência avalia que Rússia, China, Coreia do Norte, Irã e Paquistão têm pesquisado e desenvolvido sistemas de lançamento de mísseis, novos ou avançados, com cargas nucleares e convencionais, que colocam nosso território ao seu alcance", afirmou.
No mesmo depoimento, Gabbard declarou que o poder militar do Irã foi "amplamente degradado" e que a "posição estratégica" do país foi "significativamente reduzida".
Guerra no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.
Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.
